[Resenha] A cidade de bronze, S.A. Chakraborty


Título: A cidade de bronze
Autora: S.A. Chakraborty
Editora: Morro Branco (cortesia)
Páginas: 608
Onde comprar: Amazon

“– Achei que honestidade fosse uma virtude.
– Nem sempre.”

Quando fui à Bienal de São Paulo, encontrei as meninas que trabalham na Morro Branco e elas haviam me contado sobre esse lançamento dizendo que o livro era ideal para fãs de A rebelde do deserto e repleto de aventuras. Confesso que, apesar de ter achado a proposta do livro interessante, tinha ficado com medo de não gostar da leitura, já que A rebelde do deserto não tinha me agradado. Doce ilusão...

Nahri é uma jovem golpista que nunca acreditou em magia, mesmo tendo um dom bastante inigualável no que diz respeito a descobrir a doença das pessoas e curá-las. Mas, ela segue sua vida aplicando golpe nas mais varias pessoas e tentando sobreviver nas ruas do Cairo.

Sua vida e tudo o que ela conhece muda quando ela vai fazer uma cerimônia com Baseema, uma jovem que não anda e nem fala, e Nahri acaba por fazer o ritual em uma língua diferente e convoca acidentalmente Dara, um poderoso guerreiro djinn. Ela não acredita que fora capaz de fazer aquilo até descobrir que o mundo não é tão simples quanto ela conhece, que existem seres mágicos e, mais, uma cidade lendária, A Cidade de Bronze, para onde eles precisam fugir para salvar suas peles.

Simultaneamente à narrativa da perspectiva de Nahri, temos a perspectiva de Alizayd al Qahtani, ou Ali, para os íntimos, príncipe idealista que quer revolucionar o governo corrupto de seu pai. Ele não é o próximo na linha de sucessão, mas está disposto a fazer as coisas mudarem de verdade. Ele não tem ideia de como está perto de uma grande mudança.

Em meio a essas duas perspectivas, vamos acompanhando o trajeto de Dara e Nahri para a Cidade de Bronze e o que Ali está fazendo na cidade.


INCRÍVEL, não poderia encontrar outra palavra para descrever esse livro. Sou fã de carteirinha de fantasia e fazia bastante tempo que não encontrava uma história tão completa, complexa e interessante como a que encontrei nas páginas desse livro.

Inicialmente, tenho que ressaltar que o tamanho desse livro não deve assustar em momento algum, pois ele é muito rápido de se ler, além de ser extremamente viciante, então, já conseguem imaginar, não é?

Após a narrativa perfeita, é preciso tirar o chapéu para a autora na construção das cenas de ação que ela escreveu. Soube deixar nosso coração eletrizado e extremamente curiosos para saber o que vinha depois. A autora também soube fazer o leitor shippar muito um casal nesse livro. Em diversos momentos, queria matar os personagens porque eles precisavam ficar juntos. Outro ponto incrível é a trama política desse livro, dá para ver partes da nossa sociedade refletida nessas páginas e, bem, isso dá até um medinho.

Com relação aos personagens, tenho que confessar que demorei bastante a simpatizar com o Ali, mesmo tendo uma narrativa do seu ponto de vista. Ele é bem construído, tem atitudes interessantes, mas é muito volátil e isso me incomodou bastante. Claro que, quando eu comecei a me encantar, de fato, com ele, ignorei tudo o que tinha pensado antes.

A Nahri é incrível, mas um pouco imatura. Eu entendo que não é fácil para ela ter vivido praticamente na rua tampouco confiar em pessoas desconhecidas, mas acho que se ela tivesse um pouco mais de fé em si mesma, poderia ter evitado diversos percalços. O Dara, bem, é o Dara, aquele típico personagem que nos deixa apaixonados e que é extraordinário. Te desafio a ler esse livro e não se apaixonar por ele.

Como já comentei, o desenrolar desse livro é eletrizante e cheio de pistas para as surpresas que a autora nos dá no final. Quando todas as peças se encaixaram, fiquei com aquele pensamento de como não tinha me ligado de que aquilo aconteceria, afinal, não poderia ser diferente.

Sei que está ficando cansativo, mas A cidade de bronze é um dos melhores livros do gênero que já tive a oportunidade de ler e não tenho dúvidas que vai agradar muitos leitores. Vocês precisam ler esse livro e mergulhar nesse universo, não vão se arrepender.

Classificação:

7 comentários

  1. Olá!
    Essa capa está muito linda. Ao contrário de você, fantasia não é meu gênero preferido, mas achei bem interessante a forma como os personagens são conduzidos e o fato de ter mistérios que deixaram a leitura ainda mais instigante.
    Quem sabe em breve não dê uma oportunidade!
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  2. Oiii,

    Admito que fiquei com um pouco de preguiça da construção dos personagens, mas como o desenrolar da história é bem eletrizante e te prendeu tanto eu espero poder conferir a leitura e me apaixonar também.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com

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  3. Oii, tudo bom?

    Como eu sou apaixonada por fantasia, vou ter que ler. Esse livro já me conquistou logo de cara, que capa maravilhosa. Entendo essa sensação de querer desesperadamente que dois personagens fiquem juntos. Essa parte da trama política me deixou bem curiosa.
    Obrigada pela dica!!
    Beijinhos!!

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  4. Caramba, Bruna!!
    Já quero esse livro para ontem!!
    Diferente de você, eu amei demais a série A Rebelde do Deserto e acho que essa história vai me ganhar também!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  5. Oi.

    Esse liro deve ser muito bom. Já gostei da obra, a começar por essa capa linda. E depois da sua resenha, só tenho que ficar ansiosa pela leitura. Também gosto de uma boa aventura, com cenas bem empolgantes e descritivas, com ótimos personagens. E que bom que vou encontrar tudo isso e muito mais nesse livro. Ansiosa pela leitura!

    Beijos.

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  6. Oi, tudo bem?
    Sendo completamente honesta, eu passaria batido por esse livro. As vezes ainda tem algo em mim que julga um livro pela capa, mas lendo a sua resenha e o quanto a premissa é diferente, apesar de se basear num tema recorrente no mundo das fantasias, mostra que o autor soube trabalhar sua abordagem. Adorei a resenha, obrigada pela indicação! Beijos

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  7. Eu não tenho o hábito de ler fantasia, mas a sua resenha deste livro aqui me fisgou, acho que pelo enredo e pelos personagens. Talvez eu não goste do Ali também, mas já estou predisposta a gostar da Nahri. Já quero ler.
    Beijos

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